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Alerj discute em audiência pública combate à intolerância religiosa

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa realizou audiência pública para tratar do combate à intolerância religiosa. – Foto: Rafael Wallace Ascom/Alerj,

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) está articulada contra a intolrtância religiosa. Para tanto, aComissão de Direitos Humanos da Casa promoveu, nesta quinta-feira (05), audiência pública para denunciar os episódios de intolerância. Na oportunidade, Léo Akin, criador do aplicativo Oro Orum – Axé eu respeito, anunciou o lançamento da ferramenta,no próximo dia 13.

Durante a audiência foi divulgado que nos últimos dois meses, foram notificados oito ataques a casas de umbanda e candomblé em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, município com a maior concentração de terreiros do estado. Na maioria dos casos, esses ataques sequer são denunciados.

Akin explicou que o objetivo do “Oro Ogun”é ter um novo dispositivo que, aliado às políticas públicas, dê mais segurança para as vítimas denunciarem. Ele defende ainda que a informação é a melhor forma de combater a impunidade. “Os dados coletados vão gerar um mapeamento dos ataques e também dos terreiros existentes, facilitando as investigações”.
Os dados foram passados para o jornal O Diário pela Assessoria de Comunicação (Ascom) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo a matéria, o deputado Marcelo Freixo (PSol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa, disse que é preciso cobrar uma atuação mais rigorosa na averiguação desses ataques.

 “Não podemos naturalizar qualquer forma de intolerância ou violência contra um determinado segmento religioso. Por isso, precisamos cobrar que o Ministério Público e a polícia solucionem esses casos”, afirmou o deputado. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) pretende atuar em parceria com as instituições de segurança Ppblica, segundo o secretário Átila Nunes Filho.

A Ascom informou ainda que, com esse objetivo, foi criada uma comissão mista, formada por lideranças religiosas, para discutir o tema. “A maior parte das vítimas não faz as denúncias, gerando a subnotificação. Por isso, grupo irá levantar dados concretos sobre a intolerância religiosa que serão repassados à Polícia Civil”, afirmou.

De acordo também com a Ascom, os deputados Flávio Serafini (PSol), Gilberto Palmares (PT), Carlos Minc (sem partido), Átila Nunes (PMDB), Luiz Paulo (PSDB) e Eliomar Coelho (PSol) participaram da audiência. Assim como representantes de igrejas evangélicas, católicas e das religiões de matrizes africanas. A Polícia Civil e o Ministério Público também estiveram presentes.

FONTE: Redação com Agência Brasil

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